Essa semana, chega às Comic Shops gringas, minha quinta participação em um título Marvel: X Necrosha. A revista é uma antologia focada na origem de alguns vilões da X-Force. Ilustrei 8 páginas contando a história de Eli Bard (não me pergunte, não acompanho os títulos ).
O roteiro é uma parceria entre Craig Kyle e Christopher Yost, onde tive a oportunidade da fazer todo o processo: lápis, arte-final e cores. Resolvi dar um tiro com esse estilo grafite + Photoshop pra ver como eu segurava uma HQ com esse tratamento. Quase me arrependi, pra ser honesto. Trabalheira do cão!
No FIQ deste ano o pessoal dos 10 Pãezinhos pediu pra gurizada fazer umas artes para preencher o espaço do estande com cartazes que promovessem as revistas que estavam sendo vendidas. Nós (Mondo Urbano) nos dividimos e cada um produziu duas ilustras para esse fim. Eu tava meio sem nada pra fazer nos dias antes do evento e me empolguei trabalhando nessas duas aí:
Mandei isso pro Marcelo Campos pra ele colocar em algum lugar lá na Quanta de São Paulo. Alguém viu isso por lá?
Durante os dias que fiquei em BH, fiz uns desenhos pra algumas pessoas que me pediram. Na real, acho q a grande maioria, senão todos, ficaram toscos bagarai, mas teve dois em especial que gostei bastante. Esse, abaixo, que fiz pra July, e outro, na mesma pegada, que fiz pra Pri Perca (se um dia tu lembrar e tiver um tempinho, vou gostar de ver esse de novo, Pri )
Não resisti e adicionei uma luz no desenho com o Photoshop. O original é mais mortinho, mas gosto dele ainda assim. Aê:
Ontem minha mulher me perguntou que nota eu daria pro FIQ de 1 à 10. Sem titubiar respondi: DEZ!
Foi muito bom conhecer esse mundaréu de gente interessada e apaixonada pelas bandas desenhadas, gringos e brasucas, que estavam lá para vender seu peixe, conhecer pessoas ou apenas tomar cevas com os amigos. Enfim, muito obrigado ao Rogê, Mamau e Azeitona pela brodagem, Gêmeos Bá e Moon pelo convite ao estande, Pri Perca, Pedro Baratacom eJuly por terem segurado a onda nas vendas e tudo mais, Breno Tamura eRod Reispelas risadas, Sidney Gusman pelos elogios e Gustavo Duarte por sua distinta presença! Edu Medeiros e Rafa Albuquerque, vcs sabem, é nóis! Sem esquecer de todos que conheci e foram gente boa bagarai! Foda gurizada, VALEU!
Acredito que, para qualquer profissional em início de carreira, como eu, ir à um evento como o FIQ é entrar em um turbilhão violento de idéias e possibilidades infinitas. Minha cabeça ainda tá girando e tô digerindo isso tudo aos poucos.
Você se depara com diferentes realidades, ideologias, objetivos, e tenta se posicionar nesse meio. Pra mim, que sempre li de tudo (e de nada) e procuro, não sei se consigo, ver as coisas sem preconceitos, esse é um ambiente muito rico e deve ser considerado como um todo. Este pode ser o início do tal “mercado nacional” ou das escolas que criarão a geração que vai viver num Brasil com tal coisa. Mas apenas pode, ainda não sei se é.
foto roubada do omelete.com.br
Todas (ou quase todas) ramificaçãoes do meio pareciam estar presentes e atuantes. Sobre isso teço elogios e críticas.
Por um lado, vê-se artistas adorados pelos fãs babões, mais por conta dos personagens que estão desenhando do que pelo seu trabalho em si. Não entendam mal, esses peões são verdadeiros heróis e lidam com o dia-a-dia de fazer o produto dos outros numa máquina cheia de engrenagens, que tende a esmagar os artesões na base mais baixa da pirâmide. Eu sei bem disso. Mas, por exemplo, a idéia de uma palestra sobre o Batman me parece um tanto idiota. Falar o quê?! Na hora brinquei que deveria entrar na palestra apenas para perguntar se alguém sabia qual o “segredo do Morcego” e quando surgisse a já famosa resposta, todos exaltariam: O cara é demais! (Piadas á parte, acho mesmo que esta poderia ser a pergunta mais relevante neste painel.)
Bem, por outro lado, temos os figurões, que desenvolvem um trabalho foda, de ponta (que deve ser reconhecido e respeitado) e sabem muito bem como guiar suas carreiras como criadores. Tanto que influenciam e transformam a indústria das HQs no mundo. Talvez por esse motivo, alguns deles achem que seus caminhos e escolhas são as únicas corretas e acertadas. Porém, cada um tem suas necessidades, prioridades e paixões. De qualquer forma, conselhos e críticas construtivas são sempre bem-vindos.
Tem ainda aqueles que fazem quadrinhos por amor, mas confundem o ofício com partidarismo político e ideológico. Enquanto as pessoas não se derem conta que o negócio é fazer “quadrinhos” e não “quadrinhos brasileiros”, não vamos ter uma visão crítica e madura sobre a produção nacional.
Poderia comentar sobre as editoras ausentes, mas já se falou bem sobre isso.
Sendo assim, para completar, estão lá os caras que também fazem quadrinhos por amor, ou ódio possivelmente, que expressam idéias, ideologias e devaneios de forma crua, conceitual e bem feita. Me desculpem os que possam ficar ofendidos, mas esses sim, estão fazendo arte de verdade, até mesmo em suas “intervenções” para atrair compradores.
E onde eu me encaixo nesta história? Não faço a mínima idéia! É fato que, na minha vida adulta, muitas vezes meu caminho com o desenho tenha sido guiado pela busca por dinheiro, pagar contas, comprar coisas e/ou realizar ambições nerds da minha adolescência. Ainda acho que sou um privilegiado na realidade brasileira por poder ganhar a vida com isso. Mas de uns anos pra cá, fazer minha própria arte ou entretenimento, ou melhor, fazer o que eu gosto, tem sido o objetivo a ser buscado. Uma espécie de amadurecimento misturado com resgate à infância. Quem sabe chego lá. Como todo bom alpinista, a meta da escalada deve ser o topo e nada menos. Que topo é esse? Isso vai de cada um. William Shatner pode elucidar a metáfora da montanha com brilhantismo para vocês:
Então sem mais delongas, vão se foder! Amo todos vocês!
Como sempre, foi corrido. Mas agora, é só esperar!
Tô bem contente com o resultado. O pessoal se puxou e ficou classe! A capa tá linda demais! Na minha opinião, a melhor até agora. O Rafa mandou bem, o Edu matou a pau, e eu também gostei do resultado da minha parte (olha aê em cima!). A junção das 3 artes, então… bom, já disse que ficou linda demais!
Voltando a falar do miolo, tenho que agradecer à Cris Peter por saving my ass ajudando com os tons de cinza de algumas páginas e à minha amada Deb Dorneles por, mais uma vez, ter nos ajudado com a revisão do texto. Muito obrigado mesmo!
E era isso. Tô loco pra ter essa revista na mão! Vou deixar vcs com os detalhes da ilustra, mas ver ela aplicada na capa com toda sua magnitude, só na FIQ.
O desenho acima é um dos quadros que fiz para o preview da ENCORE, a quarta publicação do Mondo Urbano. Estamos preparando essa revista pra lançar na FIQ deste ano e ela serve como um extra/epílogo para a trilogia “Sexo, Drogas e Rock ‘n’ Roll”, focando mais os integrantes da banda De-Mo e os acontecimentos que seguem a morte do Van Hudson.
A arte acima é um detalhe de uma ilustra que fiz para a capa de uma revista nacional que deve sair ainda esse ano. Quando o pessoal estiver com as coisas mais afinadas, publico ela inteira e falo mais sobre isso.
Essa é mais uma naquela técnica esperta de Photoshop sobre grafite. Tô curtindo produzir nessa pegada e assim que tiver outras na mão eu mostro por aqui.
Mais uma Lethal Legion tá nas ruas. Devo começar a produção da terceira e última parte ainda essa semana, se o roteiro chegar. Pra mim tá sendo divertido desenhar o Homem O.B., além do Aranha, Homem de Ferro (Patriota de Ferro) e filho do Wolverine (sim, ele tem um filho), nas pontinhas em que aparecem na história. No site da Marvel tem uma breve descrição da edição, se alguém quiser saber do que se trata.
As cores ficaram a cargo do Christopher Sotomayor, um dos caras mais rápidos da indústria, pelo que fiquei sabendo. O resultado ficou bem bom. Olha aí:
A correria tá começando de novo e no mais, era isso. Grande abraço!
Já faz horas que estamos trabalhando nesse site e finalmente tá no ar!
O grande Rafael Scavone (Master of the Branding Technology and Development Forever Savage of the Universe), da Jungle it, levou nossas idéias pra faca, aplicou um silicone, fez uma lipo e tirou as papadas, afim de chegar nessa maravilha virtual.
Me encomendaram uma ilustração do Heath Ledger como o Coringa do último filme do Batman. Resolvi representar com a já clássica cena em que ele se veste de enfermeira. Provavelmente o melhor momento do filme, por sinal.
Atualizei as galerias Commissions e Illustration com algumas imagens que vcs possívelmente já viram.